quinta-feira, abril 30, 2015

Estudo mostra que construir ciclovias gera 47% mais empregos que criar viário para carros

Foto Willian Cruz
Um estudo conduzido por especialistas do Instituto de Pesquisa em Economia Política (PERI, sigla em inglês), da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, analisou a relação entre construção de novos projetos viários e a geração de novas posições de trabalho. Os pesquisadores concluíram que criar novas ciclovias gera mais empregos do que qualquer outro tipo de estrutura viária nas cidades.

Por mais de meio século, governar um estado, um país, sempre foi sinônimo de empreender grandes obras com vias para carros. Hoje, com novos estudos e alterações profundas na economia mundial, a tendência é haver uma mudança de paradigma nessa lógica. Os pesquisadores do PERI compararam 58 projetos viários em 11 cidades americanas. A descoberta foi que o maior índice de novos empregos está nas regiões onde ciclovias foram construídas: em média, foram gerados 6 empregos diretos por milhão gasto na obra, mais 2,4 empregos indiretos e 3 induzidos, somando 11,4 novas colocações no mercado de trabalho. Em regiões onde as vias são exclusivas para carros, o índice é bem inferior: 7,75. Nas áreas exclusivas para pedestres, o total de empregos gerados por milhão gasto também é maior: 9,9.

A razão de tudo isso é bem simples: além de a construção de vias para carros ser bem mais complexa e custosa, valorizar o pedestre e o ciclista é mais vantajoso porque são indivíduos que se locomovem com mais facilidade e com mais liberdade de parar em um estabelecimento comercial. Logo, o fluxo de consumidores na região se torna muito maior, aquecendo o comércio local.

Atualmente, os Estados Unidos passam por três duras realidades: alta taxa de desemprego, uso insustentável de energia à base de carbono e uma epidemia nacional de obesidade. Todos esses problemas podem ser parcialmente resolvidos através do aumento das caminhadas e do ciclismo.

Por isso, incluir os pedestres e os ciclistas no planejamento urbano e de transporte das cidades é extremamente vantajoso e deveria ser uma prioridade para os envolvidos em projetos de infraestrutura, não só pela questão da melhoria mobilidade urbana e segurança, mas também pela promoção da saúde e qualidade de vida da população, além da criação de empregos locais e redução do uso de combustíveis fósseis.

O estudo, em inglês, pode ser baixado aqui.

Aprovado projeto que dispensa símbolo da transgenia em rótulos de produtos


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM), como óleo de soja, fubá e outros produtos derivados.

A matéria, aprovada com 320 votos a 135, na forma de uma emenda do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), deve ser votada ainda pelo Senado.

O texto disciplina as informações que devem constar nas embalagens para informar sobre a presença de ingredientes transgênicos nos alimentos. Na prática, o projeto revoga o Decreto 4.680/03, que já regulamenta o assunto.

Heinze afirmou que a mudança do projeto não omite a informação sobre a existência de produtos transgênicos. “Acho que o Brasil pode adotar a legislação como outros países do mundo. O transgênico é um produto seguro”, afirmou. Segundo ele, não existe informação sobre transgênicos nas regras de rotulagem estabelecidas no Mercosul, na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e na Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o texto aprovado, nos rótulos de embalagens para consumo final de alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal deverá ser informada ao consumidor a presença de elementos transgênicos em índice superior a 1% de sua composição final, se detectada em análise específica.

A redação do projeto deixa de lado a necessidade, imposta pelo decreto, de o consumidor ser informado sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.

A informação escrita sobre a presença de transgênicos deverá atender ao tamanho mínimo da letra definido no Regulamento Técnico de Rotulagem Geral de Alimentos Embalados, que é de 1 mm.

Sem transgênicos
Além do fim do símbolo que identifica os produtos com transgênicos, no caso dos alimentos que não contenham OGM, o projeto mantém regra do atual decreto que permite o uso da rotulagem “livre de transgênicos”.

Destaque do PT aprovado pelos deputados retirou do texto a condição de que esses produtos sem transgenia somente poderiam usar essa rotulagem se não houvesse similares transgênicos no mercado brasileiro.

O texto continua a exigir, entretanto, a comprovação de total ausência de transgênicos por meio de análise específica, o que pode dificultar o exercício desse direito pelos agricultores familiares, que teriam de pagar a análise para poder usar a expressão.

Polêmica em Plenário
A discussão sobre o tema foi intensa e não houve consenso entre os parlamentares, em especial entre os principais partidos da base aliada do governo, PT e PMDB.

Para o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), o projeto de lei cassa, na prática, o direito de o consumidor saber se há ou não transgênicos. “É correto sonegar ao consumidor essa informação? Está certo tirar o direito de saber se tem ou não transgênicos?”, questionou.

Já o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu a medida e lembrou que a Lei de Biossegurança (11.105/05), que regulamentou o uso de transgênicos, completou dez anos neste mês. “Disseram que os transgênicos poderiam causar câncer. Agora renovam a linguagem.”
O líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), disse que o projeto é um retrocesso na legislação atual. "O texto mexe naquilo que está dando certo. O agronegócio está dando um tiro no pé. Por que retroagir?”, questionou. Segundo ele, o texto não acrescenta nada sobre a transgenia, só retira informações.

Já o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) lembrou que 90% da soja e do milho comercializados no Brasil têm organismos transgênicos em sua composição e, dessa forma, toda a cadeia produtiva desses produtos, como carne e leite. “O projeto é excelente, garantimos o direito do consumidor ser informado”, disse.

Opiniões divergentes
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que, enquanto outros países proíbem completamente o uso de alimentos transgênicos, no Brasil se busca “desobrigar a rotulagem dos transgênicos e excluir o símbolo de identificação”. Ivan Valente ressaltou que não existe consenso se os transgênicos fazem ou não mal à saúde.

Para o deputado Bohn Gass (PT-RS), era necessário manter o símbolo da transgenia nos produtos. "Qualquer mudança vai prejudicar o consumidor.”

O deputado Moroni Torgan (DEM-CE), no entanto, criticou a rotulagem diferente para a transgenia. “Por que a diferença entre corante, conservante, agrotóxico e transgênico na embalagem? Se é para colocar letra grande para transgênicos, por que estão usando dois pesos e duas medidas?”, questionou.

Na opinião do deputado Padre João (PT-MG), a proposta só beneficia as grandes multinacionais do setor agropecuário que vendem sementes transgênicas. “Não podemos ficar a serviço das grandes empresas, devemos ter respeito ao consumidor”, disse.

O deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) respondeu ao deputado Padre João que a hóstia, usada no rito católico, também é feita com trigo transgênico.

Leia integra do proposta: PL-4148/2008

Fonte: Agencia Camara Noticias

quarta-feira, abril 29, 2015

Uso de agrotóxicos no Brasil sobe 162% em 12 anos, aponta pesquisa

Foto Agência Brasil
O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos – muitos deles, proibidos em outros países. De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%. Os dados estão no Dossiê Abrasco – Um Alerta sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado nesta quarta-feira (28) pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Desde 2009, o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo daria 5,5 quilos por brasileiro por ano”, disse o diretor da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Paulo Petersen.

Petersen explica que esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos. “Ao contrário do que vinha sendo propagandadeado quando eles [transgênicos] foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Nós fomos levados a importar em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos, que foram atacados por lagartas.”

Segundo Petersen, 22 dos 50 princípios ativos mais empregados em agrotóxicos no Brasil estão banidos em outros países, além de haver uso além da necessidade técnica e métodos menos tóxicos e eficientes para o controle de pragas. “Estamos em uma situação de total descontrole, o Estado não cumpre o processo de fiscalização como deveria e a legislação para o uso de agrotóxicos também não é cumprida.”

O Brasil registrou, entre 2007 e 2014, 34.147 casos de intoxicação por agrotóxico, de acordo com o presidente da ABA. Entre os problemas causados por esse tipo de intoxicação estão a malformação de feto, câncer, disfunção fisiológica, problemas cardíacos e neuronais.

Desde a primeira edição, o debate sobre a questão foi ampliado na sociedade civil e também no governo e levou à criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), cuja minuta está pronta, mas ainda aguarda lançamento oficial pelo governo.

“Nesse debate, nós sustentamos a ideia, já confirmada por vários órgãos oficiais, de que é possível haver uma redução bastante significativa no consumo de agrotóxico no Brasil sem que isso comprometa em nada a eficiência econômica da agricultura brasileira”, afirma o pesquisador.

O dossiê é uma revisão da versão publicada em 2012. O trabalho deste ano tem mais de 600 páginas e teve o acréscimo de acontecimentos marcantes, estudos científicos e decisões políticas que envolvem os agrotóxicos. A publicação reúne, por exemplo, informações sobre a relação direta entre uso de agrotóxicos e problemas de saúde, como os que foram divulgados peloInstituto Nacional do Câncer (Inca) .

A edição de 2015 do dossiê traz um quarto capítulo inédito que aponta o caminho da agroecologia como forma sustentável e saudável de produção no longo prazo. “Esse capítulo apresenta várias experiências, de diferentes regiões do Brasil, que demonstram que é perfeitamente possível ser economicamente viável, ambientalmente sustentável, benéfico à saúde pública e produzir em quantidade e qualidade.”

O dossiê propõe dez ações urgentes, como priorizar a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia no lugar do financiamento público ao agronegócio; impulsionar debates internacionais e enfrentar a concentração do sistema alimentar mundial; banir os agrotóxicos já proibidos em outros países; rever os parâmetros de potabilidade da água, para limitar o número de substâncias químicas aceitáveis e diminuir os valores máximos permitidos e proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.

Com as informações: Agencia Brasil

quarta-feira, abril 22, 2015

Dica Sustentável: Como fazer a esterilização de potes e tampas de vidro

Uma atitude antiga e muito sustentável, tem se tornado cada vez mais comum: Reaproveitar potes de vidros para armazenar suas conservas, compotas, temperos e outros produtos. Mas para reaproveitar potes de vidro não basta apenas passar uma água com sabão. Depois de higienizar, retirar etiquetas e cola, é preciso esterilizar antes de reutilizar-los.
Como fazer a Esterilização:

  • Separe os potes de vidro que você deseja reutilizar e lave-os bem como de costume,com água e sabão ou detergente
  • Separe uma panela grande (ex: panelas de pressão)
  • Coloque 01 pote de vidro dentro da panela para medir o quanto de água será necessário para que o mesmo fique imerso na água. Retire o pote e acrescente a água
  • Leve a panela com água ao fogo alto
  • Quando começar a ferver, abaixe o fogo e coloque um pano de cozinha para forrar o fundo da panela
  • Coloque os potes e as tampas dentro da panela. Se necessário, use um pegador pode ser o de macarrão ou o de salada (Cuidado com a água quente para que não espirre em você)
  • Deixe as tampas submersas dentro da panela por no máximo 5 minutos
  • Deixe os potes submersos dentro da panela por 10 minutos.
  • Retire potes e tampas com o pegador e coloque-os para escorrer até secar sobre um pano de prato limpo

Depois destes passos seus potes estão prontos para receber geleias, compotas, granola, misturas caseiras para bolo e etc.

terça-feira, abril 21, 2015

Dica Sustentável: Como fazer 3 tipos de Repelentes Naturais de insetos

Os produtos que atuam como repelente para mosquitos e pernilongos em tabletes, líquidos químicos ou usados em aparelhos ligados a tomada elétrica, não são tão inofensivos quanto parecem. Podem serem tóxicos e gerar outros incômodos e inconvenientes para a saúde. Não basta substituir um problema por outro, daí que os produtos naturais sejam uma boa alternativa.

Vela de laranja com cravo
A vela produz calor no interior da laranja, que sem a polpa acaba tendo a casca aquecida. O calor libera o cheiro suave pelo orifício do alto, afugentando mosquitos em volta da área. O curioso é que a iluminação fica bonita e o perfume é bastante suave.
Materiais Necessários:
  • 1 laranja
  • 1 vela pequena de decoração
  • um punhado de cravos da índia
Preparo:
  • Corte a laranja ao meio e retire a polpa. Com a ponta da faca, remova o máximo da polpa que conseguir. Sai com facilidade, apenas evite furar a casca. Você terá duas partes, uma será a base e a outra a tampa. Na tampa, faça um orifício circular no topo, nem muito grande, nem muito pequeno. Em volta do orifício, é preciso fincar os cravos lado a lado, fechando um círculo.
  • Coloque a vela na base da casca, ascenda e cubra com a outra parte da casca, a tampa com os cravos. Deixe num canto, sobre um prato ou pires, em cima de algum móvel e longe de material inflamável. Tenha especial cuidado se houver crianças e animais circulando no ambiente. Como o cheiro é suave, você pode fazer mais de uma e espalhar pelo cômodo. Em áreas muito abertas o efeito fica mais restrito.
Repelente natural com cravo

Como pode ser usado sobre a pele, inclusive de crianças, esse preparado leva produtos mais delicados, como álcool de cereais e óleo vegetal apropriado para uso corporal. É simples e o tempo a ser respeitado é apenas o do concentrado dos cravos no álcool. 
Materiais Necessários:
  • 500 ml de álcool de cereais
  • Óleo vegetal (de amêndoas, de côco, de semente de uva ou outro)
  • 20g de cravos
  • 1 recipiente pequeno com tampa spray
Preparo:
  • Num pote de vidro que comporte até meio litro, ponha o álcool de cereais e os cravos. Feche bem com tampa, depois guarde em lugar escuro por cerca de 2 a 3 dias. Agite-o eventualmente durante esse tempo. Após o prazo, o líquido estará concentrado e assume a cor dos cravos. Com um funil, despeje no recipiente spray o concentrado (apenas o líquido, não os cravos) e o óleo nas proporções de 80% de álcool para 20% de óleo. Agite sempre antes de usar e está pronto.
  • Como o concentrado é de meio litro, vai render o suficiente para preencher mais que um frasco pequeno, misturado ao óleo. É importante que o óleo seja vegetal e de uso na pele, não mineral como alguns óleos para pele de bebê. Mantenha o concentrado guardado em local escuro, com o pote bem fechado, para quando quiser fazer mais.

Repelente natural com citronela

A planta é um arbusto semelhante a um capim alto que bois e cavalos consomem, mas se diferencia pelo cheiro. Este repelente é para ser usado sobre superfícies, não no corpo. Seu preparo é tão simples que você vai duvidar como ainda não sabia! É sempre possível usar a planta, mas preparar a partir do óleo essencial dela resulta numa mistura com mair garantia de eficiência.
Materiais Necessários
  • 100 ml óleo essencial de citronela
  • 900 ml de álcool comum (concentração 70%)
  • 1 recipiente vaporizador
No recipiente vaporizador, despeje por um funil o álcool e o óleo essencial de citronela. Agite e está pronto para usar. Vaporize sobre as superfícies nos locais onde costumam estar os insetos. Pode ser usado sobre vasos de plantas, paredes, por trás de móveis e nos cantos de um cômodo. Observe a concentração do cheiro em ambientes fechados, para evitar exagerar no uso.
Fonte: Catraca Livre

Dica Sustentável: 8 formas não-tóxicas de limpeza com Vinagre

O vinagre é um excelente produto de limpeza. Este produto comestível não-tóxico pode limpar muitas superfícies da casa e, além de eficaz, é também barato. É possível criar em sua casa um verdadeiro arsenal de limpeza totalmente verde e não-tóxica. Com os produtos mencionados a baixo e claro água. Podem limpar praticamente qualquer superfície da sua casa.


Materiais Necessários:
  • uma embalagem de vinagre branco
  • um saco de bicarbonato de sódio
  • detergentes de lavar a louça ecológicos
  • Pano de cozinha
  • esponjas de celulose natural
  • uma boa escova e um esfregão palha-de-aço
Seguem 8 formas simples de pôr de lado os produtos químicos e limpar a casa com vinagre. Todas as dicas foram retiradas do site norte-americano Networx.

1- Desinfetar o microondas
Misture uma xícara de água e 1/4 de xícara de vinagre numa tigela. Coloque-a no microondas até que a solução ferva e, em seguida, desligue-o. Deixe a tigela fechada durante cinco minutos. Por fim, retire-a e limpe as superfícies interiores do forno. A sujeira e gordura nas paredes do microondas tornam-se assim fáceis de remover.

2 - Amaciante de roupas
Durante a lavagem da roupa, adicione uma 
xícara de vinagre branco na máquina de lavar. Isso ajuda a amaciar a roupa e elimina quaisquer odores que permaneçam na roupa. O cheiro do vinagre dissipa-se rapidamente, as suas roupas não vão cheirar a vinagre depois de secas.

3 - Detergente para sanitários
Na limpeza dos seu banheiro, use um esguicho de detergente ecológico e, em seguida, pulverize com vinagre e esfregue com uma escova. A limpeza está garantida.

4 -Detergente para banheiras
Misture vinagre e detergente o resultado pode ser usado diariamente na limpeza da banheira. 



5 - Detergente Soft-Scrub
Misture 1/4 de uma 
xícara de bicarbonato de sódio, detergente ecológico e vinagre branco em quantidade suficiente para umedecer a mistura. Depois de usar esta solução, limpe-a com um pano e, em seguida, pulverize a superfície com água e volte a limpar. De outra forma, pode formar-se com uma película sobre a superfície.

6 - Detergente para azulejos

Misture vinagre e bicarbonato de sódio e esfregue em círculos com a ajuda de uma escova de cerdas duras de nylon.

7 - Limpar pequenos utensílios de cozinha
Se não quer soluções de limpeza tóxicas perto dos seus utensílios culinários, uma ótima alternativa é ter um frasco em spray com uma solução de água e vinagre.

8 - Pulverizador de chão
Conhece aqueles sistemas de limpeza do chão que pulverizam uma solução química no piso e depois o limpa com uma toalha descartável? É possível torná-los ecológicos. Em vez de películas descartáveis, pode usar trapos velhos. E pode ainda encher o compartimento do produto de limpeza com vinagre.

Dica Sustentável - Como fazer Desodorante Natural

O desodorante faz parte do nosso hábito de higiene. Mas a maioria dos desodorantes pode prejudicar a saúde e o meio ambiente, isso porque contem ingredientes químicos perigosos, como o alumínio e os parabenos ou são testados em animais. Entre outros fatores.

Apresentamos esta receita de desodorante caseiro feito com ingredientes naturais que não agridem a pele, nem a natureza.

INGREDIENTES
  • meia xícara de polvilho doce
  • 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio 
  • 2 xícaras de óleo de coco
  • 10 gotas de óleo essencial de canela ou qualquer outro de sua preferência
MODO DE PREPARO:
  • Misture todos ingredientes até formar uma pasta.
  • Coloque a mistura num frasco e reserve no congelador por cerca de 20 minutos, pronto!
    De forma natural, você evita transpiração excessiva e exala um perfume.

    segunda-feira, abril 13, 2015

    Cereal Teff popular na Etiópia e de exportação proibida ganha status de 'Supergrão'


    Essa cena se repete em toda a zona rural do país. Dessas plantas sai a semente de um grão chamado teff, consumido no país africano há centenas de anos, mas agora exaltado na Europa e na América do Norte como um "supergrão" - assim como a quinoa. Rico em proteínas e cálcio, além de livre de glúten, o teff tem crescido em popularidade internacionalmente.

    No entanto, como o grão é parte fundamental da dieta etíope - comumente transformado em um pão achatado acinzentado chamado injera -, o país proíbe a exportação do teff, seja ele em sua forma mais crua ou depois de ser transformado em farinha. Rico em proteínas e cálcio, além de livre de glúten, o teff tem crescido em popularidade internacionalmente

    Por isso, empresas etíopes só podem, por enquanto, exportar o pão injera e outros derivados do teff, como bolos e biscoitos.

    A expectativa dos empresários, porém, é de que a Etiópia consiga aumentar significativamente sua colheita de teff, para que o grão possa ser exportado em um futuro não muito distante.

    "Começamos do zero e agora estamos levando nossa comida tradicional a todo o mundo", diz Hailu Tessema, fundador da Mama Fresh, primeiro produtor de injera em grande escala na Etiópia.
    Demanda crescenteA farinha de teff é misturada com água dentro de barris, onde fermenta por quatro dias Grão é transformado em pão achatado acinzentado chamado 'injera'
    Seis dias por semana, a Mama Fresh usa voos da Ethiopian Airlines para levar 3 mil pães da capital, Adis Abeba, a Washington, nos EUA, onde vivem vários imigrantes etíopes. O injera também é transportado à Suécia três vezes por semana, à Noruega duas vezes por semana, e à Alemanha três vezes ao mês. "A demanda tem aumentado cerca de 10% por mês", diz Tessema, 60, que não se incomoda com o veto à exportação de sementes de teff. "É melhor exportar produtos com valor agregado, porque isso cria mais empregos."


    A Mama Fresh emprega mais de cem pessoas e pretende contratar mais 50 neste ano. Sua matéria-prima vem de 300 produtores. Tessema começou seu negócio em 2003, com 100 mil birrs etíopes (cerca de R$ 15 mil) e um barraco. Hoje, sua receita anual é de cerca de 17 milhões de birrs (R$ 2,5 milhões), e no ano passado a empresa inaugurou uma nova fábrica.

    Ali dentro, a farinha de teff é misturada com água dentro de barris, onde fermenta por quatro dias, para depois serem usados na produção do injera. No exterior, o pão já tem consumidores cativos, muitos deles expatriados etíopes. Pequeno grão do tamanho de uma semente de papoula, o teff também pode ser processado na forma de farinha e usado para produzir pães no estilo ocidental ou mesmo massas. Em Londres, a empresa Tobia Teff usa teff produzido nos EUA para fazer pães e mingau. Em Londres, empresa Tobia Teff usa teff produzido nos EUA para fazer pães e mingau

    O negócio foi fundado pela etíope-britânica Sophie Sirak-Kebede, 58, que comandava também um restaurante na capital britânica, mas decidiu dedicar-se apenas ao teff. "As pessoas têm sonhado com teff ultimamente", diz ela. "Depois de milhares de anos (de existência), ele virou moda por aqui." Suas vendas aumentaram 40% nos últimos 14 meses.  Até mesmo o Serviço de Saúde Britânico (NHS na sigla ingesa, equivalente ao SUS no Brasil) passou a servir o teff para pacientes com intolerância a glúten.

    Produtividade

    No entanto, apesar de suas elogiadas propriedades nutricionais, o teff tem um problema produtivo: "Ele não dá muito rendimento. Houve pouco investimento e pesquisa nas colheitas", diz Zerihun Tadele, pesquisador etíope da Universidade de Berna, na Suíça. A produtividade média de teff na Etiópia é de 1,4 tonelada por hectare, menos da metade da média global de 3,2 toneladas para variedades modernas de trigo.

    Tadele espera que, por meio de pesquisas e métodos agrícolas mais eficientes, seja possível elevar a plantação para 5 toneladas por hectare. Esse avanço já virá tarde: as recentes colheitas de teff não têm conseguido acompanhar a população crescente da Etiópia, fazendo com que os preços subam acima do que muitos conseguem pagar, sobretudo os que moram longe de Adis Abeba. Sirak-Kebede, da Tobia Teff, diz que a situação cria um dilema porque "o teff é a espinha dorsal (da dieta) da Etiópia". Etiópia proíbe exportação do teff, seja ele em sua forma mais crua ou depois de ser transformado em farinha "A escassez do teff seria como pedir aos etíopes que parassem de respirar", diz ela.

    Ao mesmo tempo, porém, a empresária nota que o governo da Etiópia não deveria desperdiçar a oportunidade de exportar o produto, o que beneficiaria mais de 6 milhões de agricultores no país e gerar divisas. A Agência de Transformação Agrícola, órgão governamental, está focada em aumentar a produção do grão para ao menos atender a demanda interna. Depois disso, talvez seja possível exportar sementes e farinha. "A oportunidade para o país é significativa e o benefício de longo prazo supera os riscos", diz Matthew Davis, sócio do fundo de investimentos americano Renew Strategies, que investe na Mama Fresh. "O governo provavelmente vai proceder com cautela, concedendo licenças apenas para exportadores selecionados."

    Certamente o governo etíope acompanha com nervosismo o exemplo da quinoa, que se tornou tão popular globalmente que se tornou caro demais para muitas pessoas na Bolívia e no Peru - origem do grão. Se a exportação de teff da Etiópia acabar sendo autorizada, Sirak-Kebede diz que comprará terras no país para produzir o grão e suprir com ele sua empresa britânica. "Sendo de origem etíope, preferiria comprar o teff da Etiópia", diz ela. "A qualidade é incomparável."


    Fonte: BBC News

    domingo, abril 12, 2015

    Crise da água empurra Brasil em direção à energia solar




    A seca devastadora que afeta o Brasil pode ter a consequência inesperada de, finalmente, fazer um dos países mais ensolarados do mundo levar a energia solar a sério. A combinação de uma crise energética iminente provocada pelos níveis baixos dos reservatórios com a nomeação de um ministro de energia com mente mais aberta promete uma rápida mudança na situação.

    A seca, que produziu a crise no abastecimento de água, tem baixado dramaticamente os níveis dos reservatórios que abastecem dezenas de usinas hidrelétricas nas regiões sudeste e centro-oeste do Brasil, área mais populosa e importante para a economia do país. 
    Como logo mais começa o período de seca de sete meses, quando a chuva é tradicionalmente escassa, os reservatórios da região afetada pela seca podem baixar para menos de 10% da sua capacidade, o que o novo chefe do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga, admite ser “catastrófico” para a segurança energética.

    Isto significa que planos para introduzir a energia solar na matriz energética estão finalmente sendo considerados na busca de alternativas à geração hidrelétrica, na qual o país se baseia para produzir mais de 70% de sua eletricidade. A contribuição da energia eólica produzida no Nordeste e no Sul, começou a crescer, mas a energia solar, apelidada de “uma fantasia” pela presidente Dilma Rousseff há apenas alguns anos atrás, tem sido ignorada.

    No entanto, Braga anunciou planos para transformar dezenas de usinas hidrelétricas — que correm o risco de se tornar elefantes brancos com a diminuição de suas águas — em fazendas de energia solar. Segundo os planos, milhares de painéis solares flutuando sobre bóias seriam lançados sobre a superfície dos reservatórios em baixa para aproveitar a energia do sol.

    Técnicos do MME calcularam que poderiam adicionar até 15 mil megawatts (MW) de potência, o que é mais do que a capacidade máxima de duas das mais recentes mega-hidrelétricas que o país está construindo na Amazônia: Jirau, no rio Madeira, e o polêmico projeto de Belo Monte, no Xingu. Os painéis solares teriam a vantagem adicional de reduzir a evaporação da água, enquanto, ao mesmo tempo são arrefecidos por esta, o que aumenta a eficiência de conversão da energia solar em energia elétrica.

    Os projetos-piloto estão prestes a serem iniciados em duas barragens de propriedade de empresas estatais: Sobradinho, no rio São Francisco, Bahia, e Balbina, no rio Uatumã, Amazonas. Se forem bem sucedidos, os painéis solares serão introduzidos nas barragens das regiões oeste, sudeste e centro.

    O Brasil não será o primeiro país a experimentar gerar energia solar em painéis flutuantes. A Austrália está testando isso sobre superfície de uma instalação de tratamento de águas residuais em Jamestown, South Australia. Lá a energia solar vai alimentar a própria planta de tratamento de águas. E no Japão, o governo da província de Chiba, a leste de Tóquio, anunciou em janeiro passado que vai construir uma usina solar flutuante no reservatório de Yamakura, que terá uma área de 180 mil metros quadrados e gerará energia elétrica para 5.000 famílias.

    Para acelerar a entrada em produção de novas usinas solares Braga tem prometido incentivos fiscais para a produção de painéis fotovoltaicos e planeja introduzir novas regras para incentivar o uso destes painéis em edifícios com grandes áreas de cobertura.

    Mais dois leilões de energia solar devem ser realizados este ano. No primeiro leilão deste tipo, realizado no final do ano passado, 31 usinas de energia solar foram escolhidas para fornecer uma capacidade total de 1.048 MW em 2017. O preço foi um pouco menor que US$ 90 por MW — entre os mais baixos do mundo.

    No momento, a potência instalada de geração de energia solar no Brasil é da ordem de pífios 15MW, em grande parte instalados nos telhados dos estádios de futebol construídos para a Copa do Mundo de 2014. Porém o potencial brasileiro de geração de energia solar, de acordo com alguns analistas, é equivalente a 20 vezes a atual capacidade total instalada de geração de energia elétrica.

    Os fatores que contribuíram para o baixo custo da energia solar neste último leilão são a forte radiação solar incidente na maioria do território brasileiro e o fato de muitos dos parques solares participantes do leilão serem projetados para as mesmas áreas dos atuais parques eólicos, reduzindo assim o custo de aquisição de terreno e de implantação de novas linhas de transmissão.

    Os contratos de 20 anos para o abastecimento de energia envolvem investimentos da ordem de US$ 1,67 bilhões, e muitas empresas estrangeiras já estão se acotovelando para conseguir um lugar ao sol no Brasil, no que promete ser um mercado em rápida expansão dentro de alguns anos.

    Empresas espanholas, canadenses, americanas, italianas e chinesas já colocaram um pé na porta. E, logo que o governo e o BNDES apresentarem as prometidas isenções e linhas de financiamento, o setor de energia solar pode decolar.

    Enquanto espera para ver se o experimento solar sobre os reservatórios funciona, o governo torce para que o consumo de energia seja reduzido por meio de campanhas publicitárias e aumentos de preço. A desaceleração da economia, com pouco ou nenhum crescimento esperado para este ano, também deve ajudar, assim como o aumento da utilização de termelétricas, alimentadas por gás natural, carvão mineral e óleo diesel, que aumentaram sua contribuição à rede nacional em 20%.

    Estas termelétricas têm operação cara, usam combustíveis fósseis e, portanto, emitem carbono à atmosfera. Devem ser ser remetidas à história quando a energia solar incorporar-se definitivamente à matriz energética brasileira.


    Por Climate News Network; traduzido e adaptado por Delcio Rodrigues.

    quinta-feira, abril 09, 2015

    8 Razões para que o Ciclista ocupe a faixa dos carros.



    Se você ainda pensa que pedalar no canto é melhor. Amigo ciclista listamos alguns motivos para você ocupar o meio da faixa:
    1. Você se sente parte do trânsito. Ao andar no canto da rua além de você ser marginalizado, os motoristas tiram finas perigosas
    2. Se um carro tirar fina sobra espaço para desviar
    3. No canto da via os buracos boeiros podem ser um perigo mortal
    4. As portas abertas dos carros estacionados não te atingem
    5. Os carros são obrigados a mudar de faixa para fazer a ultrapassagem
    6. A CET em São Paulo recomenda
    7. No meio da faixa você fica mais visível
    8. Você consegue desviar de algum pedestre ou carro que entre na rua sem te ver
    Sinalização do Ciclista

    Conheça esses sinais, eles são muito importantes para sua segurança no trânsito. Use-os sempre, assim você ajuda a todos a conhecerem esses sinais, e assim motoristas e pedestres podem respeitar mais os ciclistas.



    Ainda não está convencido? Experimente pedalar ocupando a faixa! No máximo, você vai levar algumas buzinadas de um motorista ou outro que seja babaca sem paciência, mas não receberá mais muitas finas perigosas, vai se sentir mais seguro e verá que os carros respeitam muito mais quem está no meio da pista.

    Veja no vídeo abaixo como o motorista do carro deve fazer para realizar uma ultrapassagem segura.

    8 duvidas frequentes e que todos deveriam saber sobre as magrelas

    1- É perigoso andar de bicicleta na cidade?
    Infelizmente, temos que responder que sim. Hoje ainda é mais perigoso do que deveria ser, mas também é menos perigoso do que muita gente acha. Seguindo as regras de trânsito e também algumas dicas de segurança, fica mais seguro andar de bicicleta na cidade. Não deixe o medo te atrapalhar.

    2- Capacete é obrigatório?
    Não. No Brasil e na maioria dos países capacete não é item obrigatório para se andar de bicicleta. No artigo 105 do Código Brasileiro de Trânsito, ele nem é mencionado. Apenas é obrigatório a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais e espelho retrovisor do lado esquerdo. Porém é um item recomendável para ciclistas iniciantes e uma opção pessoal para ciclistas experientes.



    3- Bicicleta deve andar na calçada?
    Não. Na verdade bicicleta não pode andar na calçada. É proibido! Segundo o Art. 59. do Código de Trânsito: Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios. Porém devido a falta de infraestrutura cicloviária, sabemos que muitas pessoas tem medo de andar nas ruas junto aos carros. Nesses casos acreditamos que, apesar de proibido, é possível sim compartilhar as calçadas desde que seja feito em uma baixa velocidade respeitando os pedestres.


    4- O ciclista deve pedalar no cantinho da rua para não atrapalhar o trânsito? 
    O ciclista deve ocupar a faixa de rolamento? Sim. O Código Brasileiro de Trânsito diz no Art. 58: Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores. Não há uma definição clara sobre o que é o Bordo da Pista. Por isso podemos considerar que é a delimitação da faixa destinada à circulação de veículos. Veja mais sobre o porquê é importante o ciclista ocupar a faixa.

    5- Tem ruas que é proibido andar de bicicleta?
    Na verdade todas ruas e avenidas são cicláveis. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, bicicletas apenas são proibidas de transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias. É considerada via de acesso rápido aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível. Como, por exemplo, a Av. 23 de maio e as pistas expressas da Marginal Tietê.
    Pode levar bicicleta no metrô?  Mais ou menos. Em São Paulo, é permitida a entrada de bicicleta no metrô e CPTM apenas após as 20h30 nos dias de semana, a partir das 14h no sábado e o dia todo no domingo. Veja mais sobre: Bicicleta no metrô.


    6- Pode andar de bicicleta no corredor de ônibus?
    Sim. O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou ao Estadão em 17 de setembro que ciclistas devem circular pela faixa da direita, mesmo em locais onde ela tenha se tornado exclusiva para os ônibus. Veja mais sobre: 
    Ciclista deve usar faixa direita mesmo sendo dos ônibus, afirma presidente da CET-SP

    7- Os lugares de grande fluxo devem ter bicicletários?
    Em São Paulo e outras cidades existe leis que dizem ser obrigatório bicicletário em lugares de grande fluxo de pessoas como metrô, terminais de ônibus, estabelecimentos comerciais, espaços públicos e até condomínios residenciais.


    8- Estabelecimentos com bicicletário não se responsabilizam pela bicicleta?
    Apesar de muitos colocarem avisos sobre não se responsabilizar. Estabelecimentos que disponibilizam lugar para parar bicicletas, mesmo que de graça, se responsabilizam sim por ela. “O estabelecimento comercial tem o dever de guarda e vigilância sobre os veículos ali estacionados, respondendo, por indenização em caso de furto ou roubo. A instituição que oferece estacionamento a seus usuários, ainda que de forma gratuita, assume o dever de guarda sobre o veículo, devendo, pois, responder por eventual furto ou roubo ocasionado.”




    Fonte Blog do Ciclista

    segunda-feira, abril 06, 2015

    Garoto de 15 anos incentiva a produção organisca e local

    Com apenas oito anos de idade, Birke Baehr já defendia o consumo consciente de alimentos e a produção orgânica local. O norte-americano foi o participante mais jovem do TEDxNextGeneretion, que destaca projetos inovadores de adolescentes para atingir o grande sonho de mudar o mundo.

    Seu discurso enfatiza os problemas do modelo atual da produção de alimentos e encoraja as pessoas a ‘pensar localmente, optar por orgânicos e conhecer o fazendeiro fornecedor para saber a procedência da sua comida’.

    Para espalhar suas palavras e convicções, o pequeno foi além das palestras: escreveu o livro infantil ‘Birke na Fazenda’, que conta a história de um menino em busca de comida de verdade.

    No futuro pretende se tornar um agricultor orgânico, pois acredita que assim poderá causar mais impacto do que como um jogador de futebol, por exemplo. Aos poucos. É assim que Birke acredita poder mudar o mundo.

    Assista , abaixo, ao vídeo do menino no TEDxNextGeneration e inspire-se!


    Seis materiais de construção que reduzem o desperdício de energia

    O desperdício de energia costuma fugir do controle. Apesar da conscientização ter gerado novos hábitos, como evitar ficar com a luz acessa, aproveitar a luz solar ou não deixar equipamentos eletrônicos ligados o tempo todo, uma hora ou outra, sempre acabamos esquecendo de algo. Pensando nisso, o ramo da construção sustentável busca diminuir a necessidade dos gastos energéticos tanto no período de obras como no dia a dia. Através da utilização de materiais de maior eficiência, as construções consomem menos energia e favorecem uma menor utilização de eletrodomésticos, como aquecedores ou aparelhos de ar condicionado. 

    1. Iluminação LEDDiferentemente das lâmpadas incandescentes, as lâmpadas LED consomem menos energia para funcionar, tem maior duração (vida útil) e não esquentam tanto. Desse modo, essas lâmpadas não incorrem em risco de incêndio caso instaladas perto de armários de cozinha, por exemplo. Apesar de custar um pouco mais, hoje em dia a iluminação LED é amplamente utilizada para diminuir os gastos energéticos decorrentes da necessidade da luz.

    2. Fibra de vidro
    Como isolante térmico, a fibra de vidro é um dos materiais com a maior eficiência energética do mercado. A substituição de portas de madeira por portas de 
    fibra de vidro, por exemplo, tem uma eficiência energética cinco vezes maior ao manter a temperatura necessária à casa, impedindo que o calor saia.

    3. Insulated concrete forms - ICF
    O ICF é a redução na utilização do concreto. Outros materiais como a 
    fibra de vidro ou o isopor são misturados ao concreto e permitem não só a diminuição dos custos energéticos da construção - prédios com essa técnica diminuiu o custo energético das obras em 20% - como também finalizações em tempo recorde. Além disso, a característica de isolante térmico desses materiais mantém uma estrutura de confortável temperatura interna sem a necessidade de outros gastos energéticos com aparelhos de controle de temperatura ambiente.

    4. Telhados frios
    Telhados escuros absorvem mais calor e, consequentemente, esquentam as construções. Já aqueles com cores mais próximas do branco refletem a luz solar e impedem que a temperatura da casa ou prédio aumente. Assim, o uso de ar condicionado, por exemplo, pode não se tornar tão necessário. Ainda, na falta de possibilidade de mudança da cor do telhado, alguns produtos que funcionam como isolantes térmicos ainda podem ser utilizados.

    5. Janelas de baixa emissividade
    As chamadas janelas LOW-E, tratadas com óxido metálico, resistem à perda de calor durante o inverno e ganham calor durante o verão. Mesmo sendo de 10% a 15% mais caras que as janelas tradicionais, as janelas de baixa emissividade impedem que o calor saia e ajudam no controle interno de temperatura. Gastos energéticos com aquecedores podem ser, portanto, mitigados.

    6. Pedras nas paredes externas
    A utilização de pedras nas paredes externas das casas também contribuem para um resfriamento e controle de temperatura. As pedras têm uma alta capacidade de isolamento térmico e são de fácil instalação. Assim, os custos de trabalho são reduzidos ao passo que se garante isolamento térmico por anos. Além disso, não há como negar que tais instalações podem servir como bonitas decorações.

    Taduzido do texto original em: Greener Ideal

    Receitas de Defensivos Naturais

    DEFENSIVO DE SAL E VINAGRE
    INDICAÇÕES: combate pulgões, lagartas do repolho, lesma, caramujos e mosca branca.

    INGREDIENTES:
    • sal – 100 g
    • Vinagre – 380 ml
    • Água – 19 litros
    • Sabão de coco – 100 g
    • Misturar todos os ingredientes e pulverizar as plantas atacadas.

    Postagens Relacionadas: 

    DEFENSIVO COM ÁGUA DE SABÃO

    FUNÇÃO: O sabão serve para repelir os insetos como pulgão, cochonilhas e lagartas.

    INGREDIENTES:
    • sabão de coco – 1 Kg (5 barras – 200 g)
    • Água – 5 litros
    • Lacere 1 Kg ou (5 barras – 200 g) do sabão para desmanchar em 5 litros de água quente mexendo bem. Aplicação: acrescentar 15 litros de água. Pulverizar esta mistura imediatamente sobre as plantas.
    ISCAS PARA MOSCA-DAS-FRUTAS
    FUNÇÃO: atrair as moscas e evitar que coloquem ovos, diminuindo, assim o nível de infestação de brocas nas frutas.
    • vinagre – 1 colher pequena
    • Açúcar mascavo, mel ou suco de frutas – 700 g.
    • Água – 10 litros
    • Misturar os ingredientes. Em uma garrafa plástica fazer 4 furos (um de cada lado) de 2 cm cada na parte mais alta da mesma. Enchê-la até o meio com a mistura. Aplicação: pendurar os frascos nas árvores a mais ou menos 1 metro e meio de altura, sempre do lado que o sol nasce. Distribuir os frascos pelo pomar mais ou menos 2 frascos por planta. Trocar duas vezes por semana.
    DEFENSIVO DE ÁGUA COM CINZA

    FUNÇÃO: A cinza originada da queima de madeira ou lenha contém potássio e outros minerais, que além de fertilizante serve como repelente de pragas.

    RECEITA 1:
    • controle de lagartas e vaquinhas.
    • Cinza de madeira – 9 copos
    • Cal virgem – 9 copos
    • Água – 18 litros
    • A cinza deve ser colocada em água, deixando repousar por, pelo menos, 24 horas. Em seguida, misturada com a cal virgem e coada. Pulverizar sobre as plantas.
    RECEITA 2: controle de insetos sugadores e larva minadora.
    • Cinza de madeira – 9 coposÁgua – 18 litros
    • Querosene – 300 ml
    • Misturar a cinza a água e deixar descansar por 24 horas. Coar e acrescentar 300 ml de querosene. Misturar e pulverizar sobre as plantas.
    RECEITA 3:
    • controle de lagartas e pulgões.
    • Cinza de madeira – 2 kg
    • Água – 10 litros
    • Deixar a mistura descansar por 1 dia. Depois de pronto coar e pulverizar sobre as plantas.
    DEFENSIVO DE FUMO

    RECEITA 1: 
    controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
    • Fumo – 2 pacotes
    • Água – 0,5 litro
    • Colocar o fumo de molho na água durante um dia. No momento de pulverizar as plantas utilizar a dosagem de 500 ml do preparo para 20 litros de água no pulverizador.
    RECEITA 2: controle pulgões, lagartas, percevejos e mariposas.
    • Fumo – 5 cm de fumo de corda
    • Álcool – 1 litro
    • Água – 1 litro
    • Picar o fumo, juntar a água e o álcool deixar curtir por 24 horas (um dia). Diluir 1 litro da mistura para 20 litros de água.
    RECEITA 3: para controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
    • fumo de corda – 15 a 20 cm
    • Água – 1 litro
    • Coloque o fumo em corda deixando de molho durante 24 h. Aplicação: coar, e para cada 19 litros da água, use 500 ml do produto.
    RECEITA 4: controle de lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças.
    • fumo de corda – 100 g
    • Álcool – 1 litro
    • Sabão de coco – 100 g
    • Misture 100 g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100 g de sabão e deixe curtir por 2 dias. Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.
    RECEITA 5: controle de vaquinhas, pulgões, cochonilhas, lagartas.
    • fumo de corda – 10 e 15 cm
    • Álcool – 500 ml
    • Água – 500 ml
    • Sabão de coco – 100 g
    • Corte o fumo em pequenos pedaços e junte a água e o álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. Aplicação: pode ser aplicado com pulverizador ou regador.
    RECEITA 6: controle de pulgões, vaquinhas, cochonilhas.
    • querosene – 100 ml
    • Sabão em pó – 3 colheres (sopa)
    • Fumo – 1 litro de calda
    • Água – 10 litros
    • Para o preparo da água de fumo coloque 20 g de fumo de corda e picado em 1 litro de água, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Após, côa-la em pano fino, adicione 3-4 litros de água limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aqueça 10 litros de água e junte os 100 ml de querosene e as 3 colheres (sopa) de sabão em pó. Deixe resfriar em temperatura ambiente e adicione então 1 litro de calda de fumo.
    RECEITA 7: controle de pulgões, lagartas e trips.
    • Folhas de fumo – 1 kg
    • Água – 15 litros
    • Juntar as folhas de fumo e os 15 litros de água por 24 h. Preparo: a solução é coada e adicionada em um pouco de sabão. Aplicação: pulverizar conforme a receita acima ou no solo na forma de pó feito com folhas secas ou pedaços de folhas colocadas no chão em cobertura.
    RECEITA 8: controlar brocas em arvores frutíferas.
    • fumo picado – 100 g
    • Água – 2 litros
    • Ferver o fumo na água por 20 minutos. Juntar este extrato com pasta sulfocálcica e pincelar sobre os furos das brocas.
    • Obs.: – Não usar no tomate e batata;
    • – Os preparos que somente utiliza água devem ser utilizados no mesmo dia, o produto perde o efeito se guardado por mais de 8 horas;
    • – Somente 3 dias após a aplicação do fumo deve-se fazer a colheita;
    • – Os preparos feitos à base de álcool podem ser armazenados desde que protegidos à luz solar com jornal etc. (duram até 6 meses).
    DEFENSIVO DE SAMAMBAIA

    FUNÇÃO: Controlar pulgões e lagartas em hortas e lavouras. Esta samambaia é planta típica de solos ácidas facilmente encontradas em potreiros e áreas de pousio.
    • 500 gramas de folhas frescas de samambaia
    • 2 litros de água
    • PREPARO: Colocar as folhas na água, levar ao fogo para ferver durante 30 minutos. Após isto, deixar descansar durante 24 horas. Aplicação: misturar 1 litro deste líquido para cada 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas, usando pulverizador ou regador.
    DEFENSIVO DE SABÃO E ÓLEO MINERAL

    FUNÇÃO: controle de cochonilha, pulgões, lagartas e outros insetos.
    • sabão de coco – 200 gramas
    • Óleo mineral – meio litro
    • Água – meio litro
    • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo mineral. Aplicação: depois de pronto, usar 200 ml (copinho americano) da mistura em 20 litros de água, pulverizar as plantas. Repetir a pulverização a cada 15 dias.
    DEFENSIVO DE ÓLEO DIESEL E SABÃO
    FUNÇÃO: usado no controle de cochonilhas e pulgões.
    • óleo diesel – 200 ml
    • Sabão de coco – 3 barras de 200 g
    • Água – 3 litros
    • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo diesel. Aplicação: misturar o produto em 16 litros de água e pulverizar.
    DEFENSIVO DE URTIGA
    FUNÇÃO: serve como repelente para pulgões e lagartas em qualquer planta. Também como fortificante (dar força à planta).
    • folhas da urtiga frescas – 500 g
    • Água – 1 litro
    • Colocar as 500 g de folhas frescas dentro de uma vasilha com 1 litro de água, esmagar bem e deixar descansar durante 2 dias. Aplicação: depois retirar a urtiga, colocar a solução em 10 litros de água e regar as plantas a cada 15 dias ou, em menores espaços de tempo, quando necessário.
    Obs.: Trata-se da urtiga verdadeira que tem as folhas pequenas e tem uma substância que causa irritação. Ao colher a urtiga proteger às mãos com sacos plásticos, porque a planta provoca irritação na pele.

    DEFENSIVO DE MANIPUEIRA
    FUNÇÃO: combate formigas e nematóides.
    FORMIGAS: coloca-se manipueira de mandioca diretamente no formigueiro.
    NEMATÓDES: pulverizar as áreas atingidas com a manipueira pura.

    DEFENSIVO DE URINA DE VACA
    FUNÇÃO: controle de lagartas, formigas, cascudos, pulgões, cochonilhas e previne o ataque de algumas doenças.
    • urina de vaca – 500 ml
    • Água – 20 litros
    • Coletar a urina, colocar em recipiente plástico fechado durante 3 dias, tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Aplicação: diluir a urina na proporção de 200 ml de urina para 20 litros de água e pulverizar as plantas atingidas.
    Obs.: – este produto deve ser aplicado de 15 em 15 dias;
    – Na alface o produto deve ser aplicado no solo e não sobre a planta.

    DEFENSIVO DE ANGICO PRETO

    • angico – 1 kg folhas de angico preto
    • Água – 10 litros
    • Macerar as folhas do angico e misturar a água, deixar curtir por 10 dias, completado esse período, coar e engarrafar para guardar, em local escuro de preferência enrolar com um pano.
    RECEITA 1: controle de lagartas, vaquinhas e besouros.
    • Diluir 1 litro do produto para cada 10 litros de água. E pulverizar as plantas.
    RECEITA 2: controle de formigas e cupins.
    • Coloca-se puro, com regador ou pulverizador.
    DEFENSIVO DE ALHO

    RECEITA 1: controle de pulgões, cochonilhas e ácaros.
    • Alho – 200 g
    • Água – 20 litros
    • Esmagar o alho e adicionar a água, coar e usar.
    RECEITA 2: controle de fungos, bactérias, míldio e ferrugem.
    • Alho – 1 kgÁgua – 5 litros
    • Sabão – 100 g
    • Óleo mineral – 20 colheres de sopa
    Os dentes de alho devem ser moídos e deixados repousar por 24 h, em 20 colheres de sopa de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 g de sabão de coco (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura em 15 litros de água. As concentrações variam de acordo com o tipo de pragas que se quer combater.
    Obs.: – Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 h não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

    DEFENSIVO DE NIM
    INDICAÇÕES: mosca branca, pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros, besouros, gafanhotos, nematóides, fungos, trips.

    RECEITA 1:
    • Sementes secas e moídas – 200 g
    • Água – 200 ml
    • Sabão de coco – 5 g (1 colher de sopa)
    • Colocar as sementes moídas em um saco de pano, amarrar e colocar na água. Depois de 12 h espremer e dissolver o sabão neste extrato. Misturar bem e acrescentar água para obter 20 litros do preparo. Aplicar sobre as plantas infestadas, imediatamente após o preparo.
    RECEITA 2:
    • Folhas verdes ou frutos inteiros – 2 kg
    • Água – 15 litros
    • Bater no liquidificador as folhas ou frutos do Nim com um pouco de água. Deixar descansando por uma noite com um pouco mais de água. Antes de aplicar, filtrar e diluir com água para obter 15 litros do preparado. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
    RECEITA 3:
    • Folhas verdes – 250 g
    • Água – 2 litros
    • Pilar bem as folhas verdes. Adicionar 2 litros de água. Deixar em repouso num local escuro por 12 h. Coar, diluir em 19 litros de água e usar. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
    RECEITA 4:
    • Óleo de Nim – 0,5% (100 ml em 20 litros de água)
    • Pulverizar sobre a folhagem e frutos.
    DEFENSIVO DE CRAVO DE DEFUNTO

    RECEITA 1:
    • controlar os nematóides (vermes do solo), nas plantas de horta e como repelente de insetos.
    • INGREDIENTES: ramos e folhas – 100 g
    • Álcool – 1 litros
    • Plantar em forma de bordadura ao redor da horta. Esta prática usada durante 3 a 4 meses reduz 90% da infestação de nematóides.
    • Pegar 100 g de ramos e folhas, picar bem miudinho. Deixar repousar em 1 litro de álcool por 24 horas. Aplicação: Antes de aplicar, filtrar. Pulverizar sobre os insetos usando 1 litro desse defensivo em 10 litro da água.
    RECEITA 2: combate a pulgões, ácaros e algumas lagartas.
    • talo e folhas – 1 kg
    • Água – 10 litros
    • Misturar 1 kg de folhas e/ ou talo de cravo de defunto. Levar ao fogo e deixar ferver durante meia hora ou então deixar de molho (picado) por dois dias. Aplicação: coar o caldo obtido e pulverizar as plantas atacadas.
    RECEITA 3:
    • repelente de insetos e nematóides
    • folhas e talos de cravo de defunto – 200 g
    • Álcool – 1 litro
    • Macerar e misturar as folhas e talos com álcool por 12 h. Diluir este preparo em 19 litros de água. Coar e pulverizar o preparo sobre as plantas.
    DEFENSIVO DE PIMENTA VERMELHA (MALAGUETA)
    INDICAÇÕES: pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer a um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com fortes odores.

    RECEITA 1:
    • fumo de corda picado – 50 g
    • Pimenta vermelha (malagueta) – um punhado
    • Álcool – 1 litro
    • Sabão em pó – 250 g
    • Dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 g de sabão em pó dissolva ou então, detergente, de modo que o defensivo grude nas folhas e nos frutos.
    RECEITA 2:
    • pimenta vermelha (malagueta) – 1,250 g
    • Água – 500 ml
    • Sabão de coco ou em pó – 12 colheres (sopa)
    • Bater as pimentas em um liquidificador com 500 ml de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 12 colheres (sopa) de sabão de coco ou em pó, acrescentar então os 10 litros de água, pulverizar sobre as plantas.
    Obs.: No caso de hortaliças e plantas medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

    DEFENSIVO DE PIMENTA-DO-REINO
    FUNÇÕES: combate de pulgões, ácaros e cochonilhas.

    • pimenta-do-reino (moída) – 100 g
    • Sabão de coco – 60 g
    • Álcool – 1 litro
    • Água – 1 litro
    • Deixar a pimenta-do-reino no álcool durante 7 dias. Dissolver o sabão na água fervente. Retirar do fogo e juntar as duas misturas. Utilizar um copo cheio para cada 10 litros de água, fazendo 3 pulverizações, com intervalo de 3 dias entre elas.
    DEFENSIVO DE PRIMAVERA, MARAVILHA OU BULGAVILLE.
    FUNÇÕES: vírus do tomateiro (vira-cabeça), viroses do feijoeiro.
    • Folhas de primavera (rosa ou roxa) – 1 litro
    • Água – 1 litro
    • Juntar as folhas com a água e bater no liquidificador. Coar em pano fino e diluir em 19 litros de água. Pulverizar imediatamente em horas frescas do dia. Não pode ser armazenado. Aplicar 2 vezes por semana a partir de 10 dias de germinação até o início da frutificação.
    DEFENSIVO DE TIMBÓ
    FUNÇÕES: combate pulgões, certas lagartas, trips (raspador) e alguns ácaros.

    RECEITA 1:
    • raízes de timbó com diâmetro de 1 cm – 100 g
    • Água- 10 litros
    • Sabão de coco – 50 g
    • Misturar as raízes de timbó, lavadas em pedaços ou transformadas em pó, com a água e o sabão e deixar descansar por 24 h, filtrar e pulverizar sobre as plantas.
    RECEITA 2:
    • raízes de timbó – 500 g
    • Acetona ou álcool – 2 copos e meio
    • Pegar as 500 g de raízes de timbó, picar em pedaços finos e deixar secar a sombra por 3 a 4 dias. Depois de secas pegar estes pedacinhos e triturar (pode ser usado forrageiro) de forma que fique semelhante à serragem, colocar num vidro com tampa e acrescentar os 2 copos e meio de acetona ou álcool (etanol). Tampar bem e deixar descansar por 24 h. Aplicação: antes de usar, filtrar o produto com um pano fino. Usar 100 ml de produto para 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas.
    RECEITA 3: 
    • macerar as raízes em água, o que resulta em líquido leitoso, que é pulverizado sobre as plantas. Aplicação: 200 ml do líquido para 19 litros de água.
    DEFENSIVO DE CEBOLA (Allium cepa) E ALHO (Allium salivumI)
    FUNÇÃO: controlar pulgões em cebola, beterraba e feijão.

    • cebolas – 3 médias
    • Alho – 3 dentes
    • Água – 10 litros
    • Moer ou triturar a cebola e o alho, misturar bem em 5 litros de água, espremer bem para sair todo suco, coar e misturar ao restante da água. Aplicação: coar e pulverizar sobre as plantas 1 vez por semana.
    DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO COM ALHO E SABÃO
    FUNÇÃO: controlar pragas das solanáceas (batata inglesa, berinjela, pimentão, tomate), mas também pragas de flores, hortaliças, frutíferas, grãos e cereais.
    • pimenta do reino (moída) – 100 g
    • Álcool – 2 litros
    • Alho – 100 g
    • Sabão de coco – 50 g
    • Pegar as 100 g de pimenta, juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Triturar as 100 g de alho e juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Aplicação: na hora de usar, dissolver as 50 g de sabão em 1 litro de água quente, pegar um copo de extrato de alho, misturar bem e colocar no pulverizador com 10 litros de água. Agitar bem a mistura e completar com o restante de água, ou seja, até completar 20 litros.
    Obs.: dar carência (intervalo) de 5 dias entre a pulverização e a colheita. Pulverizar nas horas mais frescas do dia e usando roupas de proteção.

    DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO, PIMENTA MALAGUETA, PIMENTA CUMARI E ALHO.
    FUNÇÃO: combate pulgão, vaquinha e bicho minador.
    • pinga – 2 litros
    • Alho – 200 g
    • Pimenta do reino – 50 g
    • Pimenta malagueta – 50 g
    • Pimenta cumari – 50 g
    • O alho é amassado e vai para o galão com casca e tudo. A pimenta malagueta é cortada, a cumari, amassada e a pimenta-do-reino, moída. A pinga vai logo depois, colocando em poucas proporções e sempre chacoalhando toda a mistura, terminado os 2 litros de pinga, a calda vai ficar 20 dias no mínimo. Quanto mais tempo ficar melhor. Aplicação: da solução, vão 20 g de açúcar mascavo, o que corresponde a uma colher de sopa bem cheia. 10 litros de água, 50 ml da calda, o que dá 3 colheres de sopa e meia do produto, e 35 ml, ou 2 colheres de sopa e meia, de vinagre.
    Fonte: Portal CERAC

    domingo, abril 05, 2015

    Dica Culinária - Hambúrguer de Arroz e Cenoura (Glúten free)


    INGREDIENTES
    • 2 xícaras de arroz cozido ou sobras de risoto
    • 1 xícara de cenoura ralada bem fina (pode ser processada)
    • 1 cebola pequena (eu usei roxa porque era o que tinha)
    • 1/4 xícara de salsinha picada
    • 2 colheres de sopa de Nutritional Yeast (opcional)
    • 1 colher de sopa de molho shoyo (opcional)
    • 1 colher de sopa de salsinha desidratada ou orégano
    • 1/4 de xícara de farinha de grão de bico ou outra sem glúten
    • óleo vegetal para untar a assadeira
    • sal e pimenta a seu gosto
    PREPARO
    • Em uma vasilha misture os ingredientes e coloque por ultimo a farinha. Pode usar qualquer tipo de farinha sem glúten. Eu usei de grão de bico porque era o que tinha em casa. Caso você preferir pode usar farinha de trigo integral ou branca na mesma quantidade indicada na receita.
    • O ponto ideal para modelar os hambúrgueres é quando não grudar mais na mão. Caso seja necessário coloque um pouco mais de farinha para conseguir modelar mais facilmente.
    • Faça bolas do tamanho que desejar e modele os hambúrgueres com a mão. Coloque em uma assadeira untada com óleo. 
    • Leve ao forno pré-aquecido para assar em uma temperatura de 180C por mais ou menos 30 minutos ou até que esteja dourado.
    • Na metade do processo, vire os hambúrgueres com o auxilio de uma espátula para que fique assado por igual dos dois lados.
    • Pronto, e só servir esta delicia como preferir. Eu servi com um pratão de salada. Se quiser montar o seu hambúrguer com pão, alface, tomate e cebola roxa em rodelas, pepino, abacate, maionese, ketchup.... Fica simplesmente maravilhoso. 
    Referencia: Blog Veganana

    quinta-feira, abril 02, 2015

    Crise hídrica: obras de anel rodoviário de R$ 6,8 bi afetam rios e nascentes em SP

    Promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) suspeitam de falhas em licenças ambientais relacionadas a um túnel que desabou em dezembro no Trecho Norte do Rodoanel  rodovia de 44 quilômetros, orçada em R$ 6,8 bilhões, que cruza áreas de preservação ambiental na Serra da Cantareira. Por meio de blogs, redes sociais e vídeos no YouTube, a população local alega que mais de 100 nascentes teriam sido soterradas durante a construção da rodovia. Entre pilares de concreto, aterros e túneis, a reportagem flagrou um vazamento em uma nascente desviada pela construção, além de acúmulo de sedimentos no fundo de córregos. À BBC Brasil, a Secretaria de Transportes do governo paulista negou soterramentos e reconheceu "efeitos temporários" sobre as águas, que não fazem parte do Sistema Cantareira e desembocam atualmente no rio Tietê.

    Montagem mostra rio desviado por aterro construído para pistas do Rodoanel em área de preservação (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
    "Vira esgoto e poderia ajudar no abastecimento da cidade", reclamam moradores do Horto Florestal, bairro vizinho à construção. A administração de Geraldo Alckmin diz que trabalha para "reduzir ao máximo o impacto residual da obra" ─ que seria inaugurada neste ano mas foi adiada para o primeiro semestre de 2017.  Em entrevista à BBC Brasil, Laurence Casagrande, presidente da Dersa (empresa de desenvolvimento rodoviário do governo estadual), defendeu o empreendimento e afirmou que todas as investigações anteriores do MP foram julgadas improcedentes pela Justiça paulista. Responsabilidade do governo de São Paulo, a obra tem apoio financeiro do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Licenciado pela companhia de saneamento estadual Cetesb e aprovado pelo Ibama, o trecho final do anel rodoviário não tem efeitos diretos sobre os reservatórios do sistema Cantareira mas recebe críticas por seu impacto na bacia hidrográfica da região.

    Imagem das obras no lote 5 do Rodoanel Norte - cronograma para término das obras, agora marcado para o primeiro semestre de 2017, foi alterado pela quarta vez (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
    "A cada 50 metros existe uma pequena nascente ali. A obra corta, e corta muito, os mananciais da serra", diz o ambientalista Carlos Bocuhy, membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente, em Brasília. O presidente da Dersa, responsável pela obra, recebeu a reportagem da BBC Brasil em seu gabinete, no 10º andar de um edifício na zona sul da cidade. Laurence Casagrande diz que a "Justiça comprovou a regularidade do Rodoanel" e que discorda dos efeitos apontados pelo MP e por entidades de defesa ambiental.

    Obra do Rodoanel Norte está orçada em R$ 6,8 bilhões - construção do Rodoanel completo é tocada pelo governo de São Paulo há 17 anos (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
    "Esta obra é exemplo internacional em preservação", diz, em frente a um cartaz do empreendimento. "Não estou dizendo que existe, mas se houver um soterramento de nascente, essa água vai sair por algum lugar. Deixar isso acontecer poderia prejudicar a própria obra." O executivo ressalta o legado da rodovia. "Vai haver alguma modificação? Sim, vai haver modificação. Ficará tudo igual ao que era antes? Não, não vai ser tudo exatamente igual. Mas entende-se que os benefícios que a obra traz compensam esses pequenos impactos, mesmo aqueles que permaneçam", afirma Casagrande. O trecho norte completa o projeto "Rodoanel Mário Covas", autoestrada de 177 quilômetros, cuja construção começou em 1998 para aliviar o trânsito nas avenidas marginais que cruzam a cidade. Segundo a Dersa, depois de pronta, a via em construção poderá retirar até 17 mil caminhões que circulam todos os dias pela marginal Tietê.
    O geólogo Antônio Manuel dos Santos Oliveira, coordenador do Laboratório de Análise Geoambiental da Universidade de Guarulhos - cidade atravessada por 53% do Trecho Norte do Rodoanel -, no entanto, afirma que, diante da crise hídrica, todas as fontes de água disponíveis deveriam ser aproveitadas. "Hoje em dia cada gota d'água conta, não? Se é recomendado que fechemos a torneira para escovar os dentes, seria bom que estes pequenos recursos fossem privilegiados ao invés de sofrer com os impactos de uma obra como esta", diz. Entre as possibilidades de uso dos rios afetados pela obra estaria a redistribuição do sistema de abastecimento em pequenos reservatórios regionais. A iniciativa, segundo ambientalistas, poderia aliviar o sistema Cantareira (hoje com 19% de sua capacidade máxima) e permitir diversidade de fontes hídricas em tempos de seca.
    Governo do estado de São Paulo afirma que o traçado escolhido para o trecho "não prejudica mananciais de abastecimento" (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
    Junto a moradores da região e à Dersa, a reportagem da BBC Brasil visitou diferentes canteiros de obras ao redor da Serra da Cantareira durante a última semana para verificar o estado dos rios que cruzam a construção. Engenheiros do governo e técnicos ambientais da OAS, construtora responsável por dois trechos da obra, conduziram a visita ao primeiro canteiro, no lote 2 do Rodoanel Norte. Ali, apresentaram ferramentas como réguas para controle e medição de assoreamento em rios, caminhos e tubulações de concreto para desvio de cursos d'água e plantações de mata ciliar para proteção de córregos. A reportagem pediu para visitar a área que abriga os destroços de um túnel que desabou em dezembro do ano passado dentro de uma área de preservação permanente em Guarulhos.

    Quatro meses depois do desabamento do túnel, as obras estão paralisadas e não existe laudo apontando as causas do acidente. Procurado, o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológicas), responsável pela elaboração do laudo, disse que "os trabalhos das equipes naquele local estão em andamento, não havendo até o momento previsão de prazo para conclusão e entrega do relatório final". Na área do túnel destruído, a BBC Brasil encontrou cursos d’água cercados por morros aterrados por tratores, sem controle de assoreamento. Um vazamento em frente aos destroços espalhava a água drenada de dentro de um morro para o meio do canteiro de obras surpresa também para os técnicos que acompanhavam a visita. Segundo Casagrande, os problemas encontrados pela reportagem são temporários. "Esta é uma situação transitória, que precisa ser consertada, e imagino que seja corrigida rapidamente", diz. "Antes esse rio passava ali em cima. Era tudo mato, a gente tomava banho nele. Agora é só terra e não dá para molhar nem a canela", diz vizinha à obra.

    (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
    O presidente da Dersa lembra que todos os canteiros de obras contam com fiscalização ambiental. "Se houvesse um crime ambiental ali, a construção seria embargada", diz.

    O promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público de SP, investiga os impactos ambientais da construção desde o período anterior ao início da obra.

    À BBC Brasil, por telefone, Castro disse que o "desmoronamento pode ter ocorrido por insuficiência dos levantamentos que ensejaram o registro ambiental". Daqui duas semanas, o promotor se reunirá com o governo para "discutir os impactos decorrentes da paralisação (das obras na região do túnel), impactos ambientais recorrentes dos desmatamentos já feitos e a continuidade destas obras de impacto." Água e barroAmbientalista Elisa Puterman e o índio guarani Lenildo Wassu: "Esta cratera foi um rio que era usado pelos índios".

    Foto: Lucio Tamino
    Em frente a um córrego de água barrenta que corria pela lateral do aterro construído para a passagem das pistas, a reportagem encontrou duas irmãs. "Antes esse rio passava ali em cima. Era tudo mato, dava para tomar banho nele. Agora é só terra e não dá para molhar nem a canela", diz uma delas.

    A Dersa afirma que todos os desvios em rios são autorizados pela Justiça. "Temos outorga para todas as interferências em cursos d'água. Fazemos a intervenção e devolvemos na condição mais próxima possível da original", diz o presidente da companhia. Morador diz que nesta área existiam um córrego e uma nascente, que teriam sido aterrados.

    Foto: Portal ZNnaLinha
    "É preciso avaliar também que talvez parte dessa diminuição venha da falta de chuva no ano passado e o morador não saiba diferenciar", justifica Casagrande.

    Inimiga feroz da obra, a editora e ambientalista Elisa Puterman, que mora a poucos metros da construção, chora ao mostrar as enormes pilastras que cortam a mata dos fundos de sua casa. "Estão implodindo a Cantareira", diz. "Isto é uma área de preservação, ajuda na umidade, no resfriamento da cidade. Veja aquele rio: era caudaloso, intenso. Agora é só barro." Junto ao índio guarani Lenildo Wassu, que mora em uma reserva próxima, ela diz ter identificado uma das nascentes soterradas no bairro Ponte Alta, em Guarulhos. Segundo a Dersa, a nascente registrada nas fotos está localizada a "aproximadamente 25 metros ao sul do limite de interferência da obra".

    Com as informações BBC News